A soja subiu com a tensão EUA-Irã e mapas secos no Corn Belt, e devolveu o ganho quando a chuva voltou à previsão. Prêmio de clima é assim: chega rápido e vai embora igual.
A semana foi de susto precificado e desfeito. Chicago inflou com Irã e mapas secos, e esvaziou com a chuva de volta na previsão. Quem entende que prêmio de clima é ida e volta vendeu no repique; quem tratou como tendência ficou pendurado.
O nitrogênio e o grão andaram em direções opostas, e isso aperta a safrinha. Ureia firme com o tender indiano, milho em correção — a relação de troca do milho piorou para 62,86 sacas. Quem compra N pra segunda safra está no pior lado da conta agora.
A China é a variável que corta dos dois lados. Estoque em máxima e compra fraca tiram urgência hoje; mas Vanin vê o estoque caindo mais cedo que no ano passado. A demanda que falta agora pode voltar no fim do ano — e o Brasil embarca mais mesmo com a fatia chinesa menor.
O fósforo é a janela boa da semana. MAP firme mas sem força, SSP pressionado, KCl lateral. Quem monta o pacote da soja compra fósforo com menos hostilidade que o nitrogênio.
A jogada: travar parcela da soja nos repiques de clima e adiantar a compra de fósforo enquanto o nitrogênio espera o resultado do tender indiano.